“Você é cego em sua sabedoria”.
já tem um tempo que esta frase anda me seguindo. Dita por um amigo comediante, mas a sério (o que ressaltou sua importância), fez-me sentir a verdadeira visão que o mundo (hostil ou não) tem dessa velha nova cabeça cansada.
A verdade é que minhas opiniões já foram certas e já foram erradas, como são a todos. Com os anos, porém, me tornei incapaz de concordar com o senso comum, mesmo que ele seja realmente o senso correto, e mesmo ontem tive problemas por causa disso.
Não cabe aqui escrever dos problemas relacionados a minha vida pessoal. Digo apenas que, fosse eu Nelson Rodriguez, teria nesse momento escrito mais um dos meus famosos romances para delírio de leitores atônitos (“de onde será que ele tira essas idéias”) e dos editores, que lucrariam rios de dinheiro, como é de praxe.
A verdade é que, me lembrando do comentário de meu amiguinho (o “pensador virtual” Daniel Vargas, só para situar o leitor) recorri a aquele que já foi chamado de pai dos burros, mas que eu denomino como professor de falsos sábios para dar título à mas uma crônica. Porém, fiquei tão excitado com a nova palavra que apaguei os últimos quatro parágrafos, poupando o leitor do “surpreendente” cotidiano de um pseudo-escritor-publicitário-estudante que de nada serviria para as suas vidas cotidianas, da qual dedicam um minuto do dia para lerem um ignóbil falar de uma vida qualquer (em geral sobre mesas de bar).
Por falar nisso, alguém sabe o que é ignóbil?
De acordo com o livrinho citado seria “que não é nobre, que inspira horror do ponto de vista moral, de caráter vil, baixo”, ou (para aqueles que exigem explicação sobre o porquê dessa crônica) o titulo do meu afamado texto não publicado.
É isso, agora que você já conhece essa nova palavra e despreza o escritor por dedicar tantas linhas à uma mísera explicação (feminino de mísero, a qual o dicionário não reconhece, colocando em dúvida a existência de uma palavra tão singela) digo no último parágrafo que sim, esse texto foi uma perda de tempo, mas ressalto que será uma técnica que lhe possibilitará comentar, nem que seja para falar mal de mim, pois já me cansei de comentários ao vivo, ou por qualquer outra via e ficaria extremamente grato por obter um “feed back” no site (feed back é uma expressão americana para a manifestação do público atingido pela ação de uma empresa/pessoa).
Obrigado por sua perda de tempo, e desculpe o transtorno.
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