Hoje é um daqueles dias com muita inspiração, inspiração intensiva e desgastante, que não se pode colocar no papel, e dias assim são os piores paras os escritores. Nessas horas se pensa em tudo e , a algum som que expresse bem tudo que se gostaria de dizer com palavras, nos sofremos, admitindo a impotência da mente perante as soberanas emoções humanas.
Mas ainda assim não me permito a escrever um texto apelativo, contando todo o desgosto que senti do mundo enquanto ajudava um pobre velho cego a tentar achar o caminho da barca, nem mesmo consigo atacar com toda a ferocidade que gostaria a barbárie de um sistema que parece levar minha vida a cada trabalho que realizo, esgotando toda minha pouca criatividade em um melhor método de vender tênis.
Escrevo então sobre futilidades, as quais transpassam pequena parte de toda angustia que os escritores estão acostumados, ou me transporto para cenas do passado, tendo-as como acalanto nas horas em que meu pensamento se torna ainda mais sombrio. Mas isso só após escrever três grandes parágrafos sobre toda a dor que sinto hoje, e apagá-los, como é de costume.
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hi all
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