Aqueles que conhecem meus hábitos de leitura sabem da fascinação que tenho pela narrativa de Fernando Sabino, em especial por seus escritos da juventude e por uma grande quantidade de contos exímios que já tive a oportunidade de conhecer.
Hoje, porém, não é dia para elogios a escritores mortos (para isso nós temos a veja e outras resvistinhas tupiniquins), e sim – como é de habito do Terrorismos Poético – complicar os costumes locais contestando esses “incontestáveis da literatura”.
Certa vez o autor citado escreveu um conto totalmente dedicado à preguiça, colocando-a como valor e não como “pecado” como queria a sociedade da época.
De acordo com ele a preguiça consta como a procura da ausência de pecados já que é a manifestação humana da vontade de “não fazer absolutamente nada”.
Então, de acordo com ele, ela deveria ser exaltada por ser a antítese do pecado (ato de fazer coisas erradas) e, como tal, muitas vezes impedir atos ilícitos de muitos indivíduos, que, acima de tudo, se apresentam ao mundo como grandes preguiçosos.
Mas, claro, ele falava isso apenas como grande preguiçoso que era.
A mim, porém, a preguiça se apresenta sobre seu aspecto mais asqueroso, a ausência de vida.
Digo isso pois se trata de um sentimento peculiar aos humanos, originado pela lógica no seu lado mais negro, que leva à imobilidade perante o mundo, originado pela lógica, pois parte dela a intenção de permanecer parado, revelando uma força oposta ao instinto primitivo do homem.
Sendo assim, podemos considerar a preguiça o lado mais negro apresentado pela inteligência humana.
Isso por que, ao valorizar a preguiça, valorizamos a progressiva eliminação da vida, gerando um estado vegetal propositado, que nos impossibilita de provocar mudanças no nosso ambiente, sendo esse o propósito mais importante nos animais e, principalmente, nos humanos que (por intermédio da comunicação) tem altas possibilidades de realização, sendo seu dever como ser pensante participar ativamente do mundo a sua volta.
Sendo assim intitulo a preguiça como o mais pecaminoso – a pesar de não gostar dessa palavra – sentimento dos homens e também como um paradoxo interessante, ja que, por ser fruto da lógica, ela nada mais é que o auge do ser humano (o pensamento) trabalhando de forma a torná-lo menos que qualquer outro ser-vivo, nada mais que uma pedra sentada diante de uma televisão no conforto de seu domicílio.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Deixemos de ser egoístas e vamos pensar em nós mesmos
No mundo existem diferentes correntes de pensamento sobre tudo, tantas que (muitas vezes) os homens as utilizam incorretamente para justificar sua imobilidade social, tornando-se assim admiráveis sábios estáticos ou abominam aqueles que prezam pelo bem estar humano e vão salvar as baleias.
Nada contra as baleias, inclusive considero esses animais bem simpáticos, porém ao desprezar o humanismo esses seres (humanos, não baleias) abrem mão daquilo que lhes é mais caro, e que possibilitou toda a evolução de sua espécie (eu sei, parece que não foi tanta, mas ainda assim...), a lógica racional e “Sapiens”.
O ser humano, acredita-se, é o único ser racional de nosso planeta, e como tal tem a habilidade de promover alterações no ambiente de forma programada, e isso é uma qualidade bem admirável. Porém a primeira atitude para promover tais alterações com consciência é tomar conhecimento de sua própria estrutura mental, social e filosófica, e alterá-la. Sendo assim, a primeira atitude do humano deve ser sempre se tornar humanista, para que o instinto não lhe engane ao longo de sua jornada.
Nessa jornada em prol do bem estar humano o indivíduo poderá perceber que um desenvolvimento sustentável ecológico só poderá ser possível quando congruente com o social, já que como animal o homo sapiens tem como fundamento principal a sobrevivência de sua espécie e, bem, nossa espécie não está exatamente como ideal. Perceberá, então, que o homem irá matar baleias se o seu filho está passando fome, o problema então não se trata de baleias, se trata de fome.
“Mas”, assim dirão os mais fundamentalistas, “o homem mesmo quando alimentado continua a matar por ganância”, nesse caso então, o problema não é a morte da baleia, e sim o pensamento humano, tal pensamento pode mesmo influenciar no bem estar de seus semelhantes, o problema no caso deve ser resolvido no campo lógico da sociedade e não na defesa dos nossos simpáticos animais.
E há ainda vários exemplos do gênero, mas acredito na capacidade do leitor de deduzi-los, pois mais que apenas humanista me vejo também como um positivista que (pasmem) acredita sim no “ecologismo”, porém apenas para assuntos referentes ao ambiente (como quando encalham grandes mamíferos nas praias), pois, no final das contas, as baleias são animais tão simpáticos.
Nada contra as baleias, inclusive considero esses animais bem simpáticos, porém ao desprezar o humanismo esses seres (humanos, não baleias) abrem mão daquilo que lhes é mais caro, e que possibilitou toda a evolução de sua espécie (eu sei, parece que não foi tanta, mas ainda assim...), a lógica racional e “Sapiens”.
O ser humano, acredita-se, é o único ser racional de nosso planeta, e como tal tem a habilidade de promover alterações no ambiente de forma programada, e isso é uma qualidade bem admirável. Porém a primeira atitude para promover tais alterações com consciência é tomar conhecimento de sua própria estrutura mental, social e filosófica, e alterá-la. Sendo assim, a primeira atitude do humano deve ser sempre se tornar humanista, para que o instinto não lhe engane ao longo de sua jornada.
Nessa jornada em prol do bem estar humano o indivíduo poderá perceber que um desenvolvimento sustentável ecológico só poderá ser possível quando congruente com o social, já que como animal o homo sapiens tem como fundamento principal a sobrevivência de sua espécie e, bem, nossa espécie não está exatamente como ideal. Perceberá, então, que o homem irá matar baleias se o seu filho está passando fome, o problema então não se trata de baleias, se trata de fome.
“Mas”, assim dirão os mais fundamentalistas, “o homem mesmo quando alimentado continua a matar por ganância”, nesse caso então, o problema não é a morte da baleia, e sim o pensamento humano, tal pensamento pode mesmo influenciar no bem estar de seus semelhantes, o problema no caso deve ser resolvido no campo lógico da sociedade e não na defesa dos nossos simpáticos animais.
E há ainda vários exemplos do gênero, mas acredito na capacidade do leitor de deduzi-los, pois mais que apenas humanista me vejo também como um positivista que (pasmem) acredita sim no “ecologismo”, porém apenas para assuntos referentes ao ambiente (como quando encalham grandes mamíferos nas praias), pois, no final das contas, as baleias são animais tão simpáticos.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Persuasão
As similaridades do discurso propagandístico soviético - de imagens totalitaristas - com o discurso americano e de marcas típicas americanas.
O slideshow é um pouco bruto, mas muito interessante.
Em outras notícias: Esse feriado me dará tempo para ler este blog. Estou com saudade. Escrever também não vai ser uma má idéia. Fiquei muito feliz e motivado de quando, hoje, oManata manifestou sua opinião sobre o blog.
;)
O slideshow é um pouco bruto, mas muito interessante.
Em outras notícias: Esse feriado me dará tempo para ler este blog. Estou com saudade. Escrever também não vai ser uma má idéia. Fiquei muito feliz e motivado de quando, hoje, oManata manifestou sua opinião sobre o blog.
;)
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Sobre Besouros Tédio e Devaneio
Sentado no fundo da sala encarava o professor, que sempre falava durante as aulas, quando entrou um besouro pela janela, e como ele não estava interessado mesmo em palavras passou a encarar o besouro. Não que a aula fosse propriamente chata, mas que aquele dia ele estava mesmo para besouros.
Chamava-se Roberto (o aluno, não o besouro), mas isso não faz muita importância, já que o besouro tinha entrado pela janela.
O que importa é que quando artrópodes entram pela janela e capturam sua atenção não realmente capturam sua atenção, mas liberam uma livre cadeia de devaneios que são mantidos através do contato visual com o animal. Sendo assim, toda a sala agora havia se transformado em besouros, e Roberto se mantinha atento aos seus movimentos.
Reparou então como besouro da Júlia era lindo, louro e fazia covinhas quando ria (e como era bonito quando era louro e com covinhas). Agora, porém, estava parada de costas para ele prestando atenção no que o professor explicava balançando suas finas patinhas, e respondia suas perguntas zumbindo imediatamente, de modo tão sutil gracioso que ele adorava ouvi-la zumbir.
O Beto (apelido do nosso herói) até gostaria de tê-la em sua coleção, mas caçava besouros muito mal, e de que adiantava o esforço se já podia dali reparar em seu zumbido. E por que se entediou dela, ou por que doía demais pensar em besouras, passou a relembrar de besouros passados (que se pareciam bastante com aquele sentado a três carteiras dele), os chamados besouros saudade.
Mas como o autor já explorou de mais esse tema a personagem resolveu mudar de pensamento.
E até começou a pensar em como acabar com os problemas políticos e sociais do mundo de artrópodes, mas o “besouro original” saiu pela outra janela, e o devaneio acabou em tédio mesmo...
Chamava-se Roberto (o aluno, não o besouro), mas isso não faz muita importância, já que o besouro tinha entrado pela janela.
O que importa é que quando artrópodes entram pela janela e capturam sua atenção não realmente capturam sua atenção, mas liberam uma livre cadeia de devaneios que são mantidos através do contato visual com o animal. Sendo assim, toda a sala agora havia se transformado em besouros, e Roberto se mantinha atento aos seus movimentos.
Reparou então como besouro da Júlia era lindo, louro e fazia covinhas quando ria (e como era bonito quando era louro e com covinhas). Agora, porém, estava parada de costas para ele prestando atenção no que o professor explicava balançando suas finas patinhas, e respondia suas perguntas zumbindo imediatamente, de modo tão sutil gracioso que ele adorava ouvi-la zumbir.
O Beto (apelido do nosso herói) até gostaria de tê-la em sua coleção, mas caçava besouros muito mal, e de que adiantava o esforço se já podia dali reparar em seu zumbido. E por que se entediou dela, ou por que doía demais pensar em besouras, passou a relembrar de besouros passados (que se pareciam bastante com aquele sentado a três carteiras dele), os chamados besouros saudade.
Mas como o autor já explorou de mais esse tema a personagem resolveu mudar de pensamento.
E até começou a pensar em como acabar com os problemas políticos e sociais do mundo de artrópodes, mas o “besouro original” saiu pela outra janela, e o devaneio acabou em tédio mesmo...
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Neil Young
Sempre gostei deste músico. Neil Young é um dos poucos artistas mundialmente famosos que ainda tem consciência. Grande defensor da causa dos nativos americanos.
Eis um de seus recentes trabalhos. Gostei bastante da letra.
"Let's impeach the president for lying
And leading our country into war
Abusing all the power that we gave him
And shipping all our money out the door
He's the man who hired all the criminals
The White House shadows who hide behind closed doors
And bend the facts to fit with their new stories
Of why we have to send our men to war
Let's impeach the president for spying
On citizens inside their own homes
Breaking every law in the country
By tapping our computers and telephones
What if Al Qaeda blew up the levees
Would New Orleans have been safer that way
Sheltered by our government's protection
Or was someone just not home that day?
Let's impeach the president
For hijacking our religion and using it to get elected
Dividing our country into colors
And still leaving black people neglected
Thank god he's racking down on steroids
Since he sold his old baseball team
There's lot of people looking at big trouble
But of course the president is clean
Thank God "
Eis um de seus recentes trabalhos. Gostei bastante da letra.
"Let's impeach the president for lying
And leading our country into war
Abusing all the power that we gave him
And shipping all our money out the door
He's the man who hired all the criminals
The White House shadows who hide behind closed doors
And bend the facts to fit with their new stories
Of why we have to send our men to war
Let's impeach the president for spying
On citizens inside their own homes
Breaking every law in the country
By tapping our computers and telephones
What if Al Qaeda blew up the levees
Would New Orleans have been safer that way
Sheltered by our government's protection
Or was someone just not home that day?
Let's impeach the president
For hijacking our religion and using it to get elected
Dividing our country into colors
And still leaving black people neglected
Thank god he's racking down on steroids
Since he sold his old baseball team
There's lot of people looking at big trouble
But of course the president is clean
Thank God "
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