sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Deixemos de ser egoístas e vamos pensar em nós mesmos

No mundo existem diferentes correntes de pensamento sobre tudo, tantas que (muitas vezes) os homens as utilizam incorretamente para justificar sua imobilidade social, tornando-se assim admiráveis sábios estáticos ou abominam aqueles que prezam pelo bem estar humano e vão salvar as baleias.
Nada contra as baleias, inclusive considero esses animais bem simpáticos, porém ao desprezar o humanismo esses seres (humanos, não baleias) abrem mão daquilo que lhes é mais caro, e que possibilitou toda a evolução de sua espécie (eu sei, parece que não foi tanta, mas ainda assim...), a lógica racional e “Sapiens”.
O ser humano, acredita-se, é o único ser racional de nosso planeta, e como tal tem a habilidade de promover alterações no ambiente de forma programada, e isso é uma qualidade bem admirável. Porém a primeira atitude para promover tais alterações com consciência é tomar conhecimento de sua própria estrutura mental, social e filosófica, e alterá-la. Sendo assim, a primeira atitude do humano deve ser sempre se tornar humanista, para que o instinto não lhe engane ao longo de sua jornada.
Nessa jornada em prol do bem estar humano o indivíduo poderá perceber que um desenvolvimento sustentável ecológico só poderá ser possível quando congruente com o social, já que como animal o homo sapiens tem como fundamento principal a sobrevivência de sua espécie e, bem, nossa espécie não está exatamente como ideal. Perceberá, então, que o homem irá matar baleias se o seu filho está passando fome, o problema então não se trata de baleias, se trata de fome.
“Mas”, assim dirão os mais fundamentalistas, “o homem mesmo quando alimentado continua a matar por ganância”, nesse caso então, o problema não é a morte da baleia, e sim o pensamento humano, tal pensamento pode mesmo influenciar no bem estar de seus semelhantes, o problema no caso deve ser resolvido no campo lógico da sociedade e não na defesa dos nossos simpáticos animais.
E há ainda vários exemplos do gênero, mas acredito na capacidade do leitor de deduzi-los, pois mais que apenas humanista me vejo também como um positivista que (pasmem) acredita sim no “ecologismo”, porém apenas para assuntos referentes ao ambiente (como quando encalham grandes mamíferos nas praias), pois, no final das contas, as baleias são animais tão simpáticos.

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