Ele, então, acabou indo a festa, desde segunda feira o seu amigo lhe chamava e não havia escapatória, já era sábado, e ele foi à festa. Bebidas, petiscos (que ele comeu de bom grado) e música, por que festa sem música não pode nunca ser chamada de festa.
Mas ele não sabia dançar, então se acomodou em uma mesa e ficou a fitar a pista de dança, respondendo aos acenos de alguns amigos e sem esperança de voltar satisfeito para casa. Depois de algumas horas começou a esfriar, e as coxinhas já não eram as mesmas...
Tudo bem, até aquele momento a festa havia saído como ele havia planejado, depois iria para casa dormir, deixando o amigo satisfeito e seu estomago, recheado de coxinhas, também. Mas ele não contava com a aparição dela...
Depois saberia que nem ela pensava em ir à festa, foi chamada na última hora por uma grande amiga e, como ele, não alimentou grandes esperanças quanto a noite. Havia, inclusive, pensado seriamente em dormir às dez horas e acordar cedo para jogar tênis (ela adorava tênis), mas a amiga insistiu e ela acabou colocando sua melhor roupa se dirigindo ao número 59 da Rua Lopez Trovão.
Quisera o destino, as coxinhas e o seu nível alcoólico que ele reparasse nela enquanto olhava para a pista de dança. Claro, primeiramente ele reparou de uma maneira, digamos, não muito nobre (a saia que ela usava era realmente curta), mas aquilo mudou quando conseguiu olhar para aqueles olhos.
Ela era loira, uma loira em que não se consegue achar muitos defeitos, mas foram os olhos que o fizeram apaixonar. Olhos negros, grandes e distantes, que a faziam mais menina, mais humana. Aqueles olhos a deixavam com um aspecto de perdida em meio à selvageria em que vivemos, a faziam parecer pura de mais para o mundo a sua volta. Mas ele nem reparava mais no mundo, quem seria aquela menina?
E, de repente, começou a pensar, como e de praxe cada vez que você se apaixona.
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Um comentário:
Você é de Niterói ?
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