Então São Paulo, Minas e Rio de Janeiro decidiram fazer uma viagem pela América Latina, começando pela Argentina e seguindo pelo Chile, Peru para terminar na misteriosa Bolívia (passando por Foz de Iguaçu em uma parada rápida). Depois dos preparativos iniciais (os famosos como, quanto e onde), mas sem muitos preparativos afinal, partiram de ônibus e mochila.
Ficou decidido que Rio e Minas sairiam de Belo Horizonte, enquanto São Paulo (que na verdade estava em Santa Catarina) sairia sei lá de onde para encontrá-los em Foz , na rodoviária. Não sei direito como foi a partida de SP, que se apresentava como Rodrigo, só podendo realmente comentar de sua parte na viagem efetivamente a partir do encontro dos três, mas sei que o ônibus dele quebrou três vezes durante a viagem deixando-o irritado e aos amigos preocupados com a demora. Porém posso contar exatamente como foi a saída dos outros dois que acordaram bem cedo e foram pegar o ônibus na gelada rodoviária mineira.
Depois da devida despedida com seus familiares (como eles cresceram, cuidado com a mochila etc) se posicionaram nos assentos e puseram-se a reparar nos passageiros, bom, nas mulheres para ser mais exato. Começou, então, uma acalorada discussão sobre a mais bonita, loura, acompanhada pelo namorado, o qual Manata (ou Rio, se preferirem) desejava arduamente que fosse apenas o irmão, deixando à Matheus, como todo bom mineiro, a tarefa de dissuadi-lo com um leve choque de realidade. Mas quem quer viver de realidade?
E se foram, meio dormindo, meio escutando musica, meio mexendo com a mulher de desconhecidos (Manata, claro), até que o semi-carioca (o Rio na verdade é mineiro) resolveu olhar pela janela.
“Bem vindo à Juiz de Fora”
- Matheus, existe outra Juiz de Fora no Brasil?
- Não é aquela mesma.
A viagem ia demorar, afinal...
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